Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Combate à erosão costeira no litoral já começou?

 

 

As autoridades ambientais propõem-se a fazer obras em uma dezena de praias algarvias, para evitar os efeitos da erosão costeira, disse hoje fonte da Comissão de Coordenação Regional (CCDR) do Algarve.

Embora sem quantificar a parcela que caberá ao Algarve dos 300 a 400 milhões que serão investidos pelo Ministério do Ambiente na requalificação do litoral, a CCDR adianta que as intervenções em praias com falésias prevêem alimentações de areias nas praias e intervenções nas próprias arribas.

Estão também previstas intervenções na Ria Formosa — no âmbito do Plano Estratégico da zona — e no âmbito das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, que pretendem ponderar e avaliar soluções para zonas de risco, como a Ilha da Culatra, a Ilha de Faro e Vale de Lobo. Este projecto de requalificação do litoral sotaventino vai continuar até 2009, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Vila Real de Santo António.

 

não adianta “chutar para oeste” os problemas (Alvarinho Dias)

Em declarações ao Observatório do Algarve, o professor universitário garante: com toda a probabilidade, nos próximos 50 anos o mar passará por cima da península, devido à destruição dos campos dunares e ao ao inexorável recuo da linha costeira.

Mas a grande batalha de Alveirinho Dias – cuja equipa científica se tem dedicado a estudar nos últimos anos a dinâmica costeira em toda a península do Ancão – é a “teimosia humana” segundo a qual basta construir alguns esporões na praia de Faro para travar a abalada de areias.

A construção de esporões, tal como está prevista no POOC, pode resolver temporariamente alguns problemas na zona de construção mas vai colocar em risco toda a Ria Formosa, a nascente da Península do Ancão, até Cacela e o Barril”, sustenta.

“O problema é que as pessoas pensam só no curto prazo e acham que a engenharia, só por si, consegue resolver tudo”, lamenta, numa crítica implícita aos políticos que, nas últimas décadas, têm vindo a defender a construção de um campo de esporões e conseguiram que essa solução passasse a letra de lei, no POOC Vilamoura/Vila Real de Santo António, que entrou em vigor recentemente

 

Sobre a ponte da praia de Faro – que numa recente entrevista à Lusa o presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, reconheceu precisar de uma intervenção urgente -, Alveirinho Dias defende o aumento da sua extensão, para obviar a que as correntes acentuem a erosão da estrutura e principalmente, da parte interna da Praia de Faro.

 

Com a previsível elevação do nível do mar, esses fenómenos terão tendência a aumentar, o que trará como consequência a degradação dos corpos dunares e do areal, devido ao arrastamento das areias, e o consequente avanço do mar.

 



publicado por g3 4 best às 13:52
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